Independência ou Liberdade?

Eu nunca tinha parado para pensar sobre a palavra “independência”, já que comemoramos neste dia 7 de setembro, a Independência do Brasil; aí me veio a questão da diferença entre Liberdade e Independência.

O que mais me lembro desta data, é a minha infância, onde cantávamos na escola, o hino da independência que tem o início, “Já podeis, da Pátria filhos…” e depois cantarolávamos no pátio, uma paródia com a letra trocada que dizia, “Japonês tem quatro filhos…”; coisas de criança que nos trazem saudades, não da data, mas da liberdade; liberdade que trazia felicidade: liberdade das marcas de roupas e tênis, porque o meu tênis “Conga”, de cor azul marinho ou branco, que minha mãe comprava no supermercado do Português, perto de casa na Vila Progresso, era para mim o mais lindo e de melhor marca; e lá ia eu, de tênis “Conga”, calça “Adidas genérica”, camiseta branca (nem precisava ser Hering) e um super sorriso no rosto, destacando as bochechas vermelhas do gordinho, que desfilava com a fanfarra da escola “Ezequiel”, descendo a Avenida Pereira da Silva, como se estivesse, na “Esplanada dos Ministérios” (eu prefiro a Pereira da Silva; rrss).

Talvez o leitor esteja perguntando agora: “..mas, porquê ele está falando de “liberdade”, quando o dia é da “Independência”? eu respondo: porquê para mim, apesar de intimamente  ligadas, elas tem sentidos diferentes.

Saindo da minha máquina do tempo, hoje posso ver, que a maioria de nós, adultos, ou até as crianças também, apesar de termos a “liberdade”, privamos à nós próprios da “independência”; porquê nos escravizamos por pessoas, produtos, aparências, modas e outras coisas e fatores, que na maioria das vezes nem percebemos.

Não ser da moda hoje é fora de moda, apesar das variedades de “tribos” e estilos; então, temos que fazer parte de uma dessas “tribos”; certo? Não na minha visão.

Vamos gritar pela independência contra opinião alheia que quer nos escravizar, vamos gritar pela independência de poder votar o “nosso” voto, não pela maioria, mas pela nossa opinião, mesmo que o meu candidato tenha apenas o meu voto; vamos gritar pela independência contra as grandes redes, porquê o “mercadinho” do meu bairro também tem atrativos para eu comprar; vamos gritar pela independência contra o jornalismo “engarrafado” de algumas rádio e TVs ditados por regras e dinheiro de alguns grupos políticos; vamos gritar pela independência contra a atitude de alguns líderes religiosos que manipulam o voto, manipulam a vestimenta, manipulam a linguagem, criando dialetos “gospel”, mesmo porquê, ser bom e descente, está na consciência de cada um que precisa “fazer o que é certo” e não “seguir o que os outros acham que é certo”,  porquê Deus nos dá a “liberdade” para de forma “independente”, fazermos as escolhas que são melhores para nós e que influenciam direto à aqueles que amamos.

 Que a nossa independência influencie o mundo, pois como diz nas escrituras, “um candeeiro não pode ficar escondido, pois sua luz tem que resplandecer sobre a terra” .

 No dia que dermos o grito de independência, mostraremos que não há idade para amar, veremos que não é vergonha ser humilde, que a maior vergonha é parar de lutar; quando dermos o grito de independência, teremos uma política mais séria, porque não vai ser uma promessa de emprego, uma vaga numa escola, um beijo ou aperto de mão de um político famoso, que vai influenciar meu voto e minha decisão, pois a “liberdade” de agir eu tenho, só me falta a “independência” das tradições vãs; ou como diz a personagem do programa humorístico, Lady Kate, “..só me falta-me o gramur (glamour)..” rrss; o glamour de ser corajoso, o glamour de ser justo consigo e com as pessoas, o glamour de gostar de alguém mesmo que outros falem mal dessa pessoa, o glamour de não beber ou fumar porquê os outros acham bonito, o glamour de não ser um ator ou uma atriz durante toda a vida, fazendo tipo e sendo o que não somos, o glamour de chorar sem ter vergonha, de rir quando tiver vontade, pois ter atitude e ser independente de verdade, pode ter certeza que é chic.

Hoje ouvimos tantas marchas, paradas e protestos, como a parada gay, a caminhada pela igualdade da mulher, a marcha para Jesus e muitos outros movimentos buscando sua independência e seus direitos; mas como é que se luta por tudo isso, se ainda não se buscou a própria independência de coisas pequenas e não se marchou contra a corrupção, contra o maldito voto de protesto que elege aberrações políticas, contra o caos do trânsito, contra a devastação das florestas ou contra a violência e abandono dos idosos. Cada um tem a sua própria verdade mas estamos construindo a casa pelo teto, pois todos somos de “carne e osso” e precisamos antes de buscarmos a independência coletiva, temos a necessidade de encontrarmos a independência e felicidade pessoal. Como se luta por movimentos para incutir o que achamos ser certo para os outros, quando não percebemos ainda que a sexualidade é pessoal, que a mulher é a força e a maravilha de Deus em nossas vidas, e que antes de marcharmos para Jesus temos que tê-lo intimamente no coração.

 No dia em que as pessoas gritarem pela independência contra o medo, teremos menos gente depressiva por amores não correspondidos, pois é preciso abrir a boca e falar; no dia em que gritarmos pela independência, vamos nos abraçar sem medo, onde pais abraçarão filhos, amigos se abraçarão, irmãos não terão medo de se abraçarem em público, sendo assim que pela demonstração de afeto pelas pessoas sendo tão grande, confundiria os “pit boys” ou “pit trouxas”, que espancam as pessoas pelo simples fato de demonstrarem afeto em público, não sabendo que grau de parentesco ou afeto possuem, generalizando e batendo em quem faz o certo, inserindo o medo nas pessoas, fazendo-as acreditar que demonstrar amor, está errado.

 Ser independente e não ter vergonha do que faz ou mudar a vida num giro de trezentos e sessenta graus, tirando a armadura da hipocrisia e a máscara do medo, pode ser um grito de proporções tão grandes, que daria inveja à Dom Pedro I.

 Monte sua fanfarra da liberdade de expressão, monte em seu cavalo da coragem ou Vista sua camiseta “Hering”, sua calça “Adidas genérica” e seu tênis “Conga” e marche para a sua independência, pois liberdade já temos e o que importa é ser feliz.

 Hidalgo Netto

 

 

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Cantar para viver!

Um dia desses estava recordando sobre o terremoto do Haiti, que aconteceu há vários meses; imagens de crianças tristes, pessoas em desespero, corpos e locais destruídos; porém uma notícia que lembrei e que me chamou a atenção na época: uma mulher de 70 anos foi resgatada por bombeiros mexicanos, depois de 7 dias embaixo dos escombros. Os socorristas se emocionaram.
Agora você pode me perguntar, qual a novidade nesta notícia, já que nos últimos meses, acompanhamos centenas de resgates pela televisão e internet, inclusive no Japão e outros países; A MULHER CANTAVA ENQUANTO ERA RESGATADA!
Como é possível, alguém de 70 anos, com dores, sede, fome, abalada emocionalmente e SOTERRADA, pôde cantar, depois de uma semana sob os escombros ? Pois é, a senhora Anna Zizi conseguiu; e não só sobreviveu porquê cantou, mas fez seu canto ecoar pelo mundo, como um exemplo de que apesar de “tudo”, ainda podemos cantar; podemos sobreviver.
Podemos cantar para expressar felicidade, podemos cantar para conquistar alguém, podemos cantar para diminuir a raiva, podemos cantar para pedir perdão, diminuir a dor, aliviar a solidão; PRECISAMOS CANTAR.
Quando falo em cantar, não falo somente das pessoas que sabem cantar, falo também dos que são desafinados como eu, daqueles que torturam a família, quando cantam embaixo do chuveiro; falo da música sussurrada, daquela em pensamento, falo da música da  alma.
Ultimamente tenho prestado mais atenção à música. Em alguns momentos em que me senti empoeirado pelos escombros da vida e soterrado  pela saudade de pessoas queridas, eu cantei, mesmo quando minha voz por vezes não mais saía.
Agora, mesmo sem saber quase nada de música, a não ser ouvir ou dançar de vez em quando (rrss danço mal demais!), eu continuo cantando, seja no chuveiro ou sussurrando uma canção nas ruas.
A música faz coisas inimágináveis, que jamais alguém poderá entender, como por exemplo, Elvis Presley, que confessou não entender as notas das músicas mas foi um dos maiores cantores da história ou mesmo Beethoven, que sendo surdo, compôs a 9ª Sinfonia.
Tudo isso mostra que através da música, ninguém pode ser detido, a não ser pela própria pessoa.
Componha sua própria história e CANTE! Nada poderá lhe deter. CANTE PARA VIVER !

Por: Hidalgo Netto

“Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.” (Almir Sater e Renato Teixeira)

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Qual a melhor idade para recomeçar?

Um dia desses me questionei sobre a frase que diz que a vida começa aos 40 anos; parei, pensei e cheguei a algumas conclusões sobre “começar de novo” e o que podemos aproveitar do que já foi vivido e o que podemos começar aos 40 anos.

Li bastante neste feriado e tive que dar razão à alguns autores de artigos e livros, e me questionei sobre algumas perguntas feitas por eles, muitas, que minhas 4 décadas de vida me fizeram aprender, porém é sempre bom relembrarmos para mudarmos de verdade; por exemplo:

Onde a nossa imaginação e a força do nosso pensamento tem nos levado?
Será que vale a pena insistir no mesmo caminho, não tendo coragem de rasgar uma forma de vida que não traz satisfação?
Será que não somos sociais demais, para vivermos de acordo com a cartilha dos “normais”?

O que estamos valorizando mais? a nossa vida ou a dos outros?
o que anda valendo mais? a roupa ou o corpo, o pé ou o sapato que calçamos?

Refleti sobre o cuidado que devemos ter com o valor que acrescentamos aos fatos, pois
a vida passa numa sequência muito rápida, e se não encontrarmos tempo para analisar, para julgar com a razão o que chega em cascata, corremos o risco de não vermos o tempo passar.

Sobre as mudanças, geralmente somos radicais e quando pensamos nisso, achamos que temos que largar tudo e ir para uma ilha deserta ou virar um ermitão;  podemos mudar radicalmente, mas sem largar tudo, pois muitas coisas em nossas vidas, são um sucesso alcançado; devemos sim, ter coragem de romper com muitas coisas, se preciso for, romper com as velhas idéias, mesmo aos 30, 40, 50 ou 70 anos, não importa, a vida recomeça exatamente no ponto que a gente mesmo determina.
 
Acabei me questionando sobre quantas coisas, sentimentos e pessoas, estimamos e valorizamos mais do que são e esquecemos de nós mesmos.
 
Mas também não devemos esquecer que, nas reflexões e mudanças que fizermos, está em primeiro lugar, a consciência de saber quando, como e onde erramos, porque não temos o intuito de sermos os donos da verdade.

É lógico que mudar não é fácil e quando mudamos, nem sempre agradamos à todas as pessoas ou inicialmente a nós mesmos. Aprendi depois de muito tempo, que temos que definir a diferença de sermos “boas pessoas” e de sermos “bobos”. Tem gente que vai a vida inteira agir de acordo com o manual dos outros e ainda nao leram seus próprios manuais; são aqueles que trabalham para os outros verem, frequentam os lugares que todos vão, não omitem sua opinião com medo do que os outros vão dizer; esses com certeza, são parecidos com as moças que concorrem em concursos de “miss”, e se perguntados sobre qual é seu maior objetivo se eleita, responderiam a frase de todos os concursos desde o primeiro da história: “eu lutaria pela paz mundial”;

Demorou, mas aprendi que a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade; que a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência; que a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença; e que a tolerância que nunca termina não é tolerância: é imbecilidade.” Mas como diz Che Guevara: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.”

Aprendi que quem não busca diariamente novos objetivos e que não ri dos problemas, não encontra graça em si mesmo e morre lentamente, principalmente aqueles que se transformam em escravos do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece ou aqueles que evitam uma paixão, justamente as que resgatam o brilho dos olhos.

Cheguei à conclusão que não é um grande fato isolado que nos traz a felicidade, mas a seleção das coisas boas da nossa vivência e as experiências, mesmo dolorosas que passamos, e é lógico, adicionando sempre mudanças constantes para o ajuste da “máquina da vida”.

Aprendi que para mudar de vida, não é preciso pular do barco em alto mar, mas mudar a direção do barco para ventos mais tranquilos.

A vida começa aos 40 sim e em qualquer outro momento da vida em que quisermos começar!
Hidalgo Netto

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A ficção pode dar o “tom” da realidade

Hoje em meu post quero mostrar que é possível utilizarmos a ficção para trazermos à nossas vidas, seja ela sentimental, profissional e até política, uma visão diferente; aliás política, um assunto rejeitado por muita gente, que pode ser humanizada e colocada em prática essa humanização.

Quando falo em ficção, me refiro à várias “estórias”, livros e filmes, porém específicamente quero me referir ao livro “O Pequeno Príncipe”, que inicialmente pelo título, parece um livro infantil, porém, quando lemos, vemos que nas parábolas da estória, que muitas lições podem ser retiradas.

Não me envergonho de meu lado “romântico”, não no sentido de relacionamento, mas no sentido de acreditar nas coisas boas; porém confesso meu romantismo no lado sentimental também (rrss).

Esta obra de Antoine de Saint-Exupéry, escrita em 1943, nos remete também às situações atuais; frases como: “Para enxergar claro, bastar mudar a direção do olhar.”

Estamos sempre tão certos do que é certo, que enxergamos a verdade sempre com os olhos dos outros e sempre em uma só direção; fazemos isso no amor, quando olhamos para um lado só e esquecemos que se olharmos para outras direções, teremos alguém esperando por nós; fazemos isso na política, sempre votando nos mais conhecidos ou no que parece que vai ganhar, porém se mudarmos a direção do olhar, veremos que podemos votar no melhor e não no mais famoso ou com status; por fim no nosso cotidiano, não mudamos a direção do olhar e focamos apenas numa só direção, perdendo a oportunidade de ser feliz e fazer o que é melhor para nós e para os que nos rodeiam.

Buscando no livro “O Pequeno Príncipe”, percebi que o menino de cabelos dourados,  fechado no seu próprio mundo, precisou ter a atenção chamada por uma  raposa, que mostrou que ele, o principezinho, vivia num mundo próprio, solitário com sua rosa, que era muito vaidosa  e orgulhosa e aprendeu que “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Ficam as perguntas: qual é o nosso mundo real, qual é a nossa rosa na realidade e quem é a raposa chata que nos abre os olhos?

O menino de cabelos dourados, cansado de estar sempre com sua rosa, que exigia muito dele, resolveu sair em revoada com um bando de pássaros e acabou conhecendo novos mundos, em busca de novos amigos e novas situações, porém Saint-Exupéry já nos anos 40 do século passado adiantou algo que vemos hoje, com a famosa frase: “os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”

Esta é a realidade de muita gente hoje em dia, pois os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma… compram tudo prontinho… e podemos completar: os amigos na TV a cabo, com seus comportamentos e moda; os políticos na propaganda emocionante com criancinhas e músicas maravilhosas com seu tempo gigantesco no horário gratuito; o carro caríssimo dividido em “trocentas” prestações, pois na televisão parecia ter vindo do espaço, de tão lindo que se mostrava.

Me questiono mais uma vez: será que não compramos tudo prontinho pela visão dos publicitários, da ambição do capitalismo exagerado e dos amores e amizades iguaizinhos aos dos filmes; será que o “Fuscão 68″ não nos faria mais feliz? Que a menina com roupas diferentes da Malhação ou da novela das 8 não nos faria mais feliz? ou que o amigo “raposa”, chato e que abre nossos olhos ou briga de vez em quando com a gente, não seria um amigo “durável” por toda a vida? Plagiando o comercial do Supermercado: “o que faz você feliz?”.

A única frase de “O Pequeno Príncipe”, que me assusta é: “…os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.”

Porém outra frase do livro me alegra e me abre os olhos para um mundo que ainda existe: “Se tu queres um amigo, cativa-me!”

Que possamos não esperar por dias melhores, mas que possamos fazer dias melhores, nos desarmando da vingança, do desprezo, do medo de se expor mais e da falta de inteligência de ver o mundo real, real demais, buscando na ficção, talvez até no exemplo da pureza infantil, ver os amigos como eles são, não trabalhando apenas por números, não votando só no político com mais tempo e mais status; que busquemos o que achamos o melhor e não o que os outros acham o que é melhor para a gente; que possamos esperar essa nova forma de ver e pensar, como a frase do Pequeno Príncipe: “Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.”

Encerrando meu post de hoje, acredito que tudo isso que refleti e expus, nos torna mais bonitos, não apenas fisicamente mas em todos os sentidos, pessoas mais agradáveis à nós mesmos, pois nos dedicaremos ao que é bom e cuidaremos de nós e de quem amamos ou temos apreço e cuidado.

“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.” Antoine de Saint-Exupéry.

Texto de Hidalgo Netto

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2012 – Fim do mundo ou o início de uma nova política?

2012 está aí! Alguns radicais acreditam no fim do mundo; eu acredito no começo de uma nova política!

Já começou o corre corre!

Presidentes de partidos como loucos à caça para completarem suas chapas e cumprirem suas metas; é a busca de coadjuvantes para elegerem os protagonistas. É a busca de números e não de líderes.

Infelizmente é a repetição do mesmo show realizado de 4 em 4 anos; pré candidatos à vereador se iludindo com os elogios de seus respectivos presidentes, que os chamam inclusive de “vereador”, para aumentar o ego do pretendente à vaga na Câmara Municipal e consequentemente angariar mais votos para suas chapas.

Quando será que teremos uma política mais madura? e nessa pergunta eu incluo pré-candidatos e eleitores.

De um lado os pré-candidatos se iludem com sua “fama”, tendo a ilusão que apenas o conhecimento o elegerá, e é lógico, junto das promessas de todos que usam a famosa frase: “pode contar comigo!”; é claro que o  conhecimento é um ponto fundamental, que deve ser adicionado ao carisma, profissionalização da campanha e dinheiro; a antiga ilusão de que apenas sola de sapato elege, é pura hipocrisia dos mais experientes e inocência dos iniciantes. Tem que se transformar conhecimento em voto, pois candidato à vereador brota.

Do outro lado, muitos eleitores, que criticam os políticos que aumentam seus próprios salários, vêem nos jornais os que votam projetos antisociais e conhecem diariamente escândalos de todas as espécies; muitos destes eleitores participam inclusive de protestos e movimentos pela moralização na política, porém … todavia… contudo, votam nos mesmos, mostrando uma incoerência política total. São aqueles que prometem voto para “trocentos” candidatos e acabam pegando “santinho” do chão no dia da eleição e votando em um desconhecido ou no que faz mais propaganda, sem ao menos analisar as idéias, intenções e o passado do candidato.

Massssssss… ainda há muitos eleitores maduros e inteligentes politicamente, que não ficam de “rabo preso” por favores de alguns políticos,  principalmente de vereadores, que acham que estão na Sucupira do século 21; aqueles que sabem que vaga em creche não é favor, é direito; que impressão de currículo em preto e branco custa apenas 30 centavos, que é infinitamente mais barato que 1 voto; que um tapinha na costa é apenas um tapinha na costa; que lugar de candidato engraçado é no circo; que o espaço para candidato bonito é nas passarelas e que pastor e padre devem cumprir apenas seu dever de evangelizar e não “fazer a cabeça” de seus fiéis para que votem no candidato que ele “amarrou” acordo. O eleitor inteligente desconfia de seu líder religioso quando ele se mete em política; como na frase celébre de Jesus, que diz “dai à César o que é de César”, podemos traduzir para os dias de hoje, e o significado é: cada um no seu quadrado!

Já passei pelo pleito eleitoral,  já vi muitas coisas desagradáveis mas também presenciei e presencio até hoje, situações fantásticas e bons exemplos que ainda existem na política. Sou um idealista político, apesar do realismo forçado,  adquirido pelos anos de convivência no meio, que ainda acho muito saudável, apesar de tudo o que vemos e ouvimos. Busco uma nova política, onde o eleitor  analise propostas e comportamentos, que diga sim ou não, que a discussão seja de forma madura, com conhecimento e que na decisão sensata, a coletividade saia ganhando.

Neste “show”, que já começou, todos (pré-candidatos e eleitores) devem estar no palco, pois na política não pode existir expectadores, pois os que ficam só esperando, não vêem a banda passar e só percebem quando pisam nas cascas do amendoim que ficaram no chão, deixados pelos que participaram da festa. Fiquemos atentos, para não perder um só minuto dessa apresentação, que faz parte da mais pura realidade, e que, nós podemos transformá-la numa realidade muito mais gostosa de ser vivida.

Hidalgo Netto

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Um rádio diferente!

 

Nós da Super FM buscamos satisfazer os ouvintes no presente, porém também preparamos a rádio do futuro. Como está acontecendo em todos os setores, o tempo não pára e as mudanças não param. Quem ficar esperando, ficará ultrapassado, mesmo que o sucesso do presente seja real, a ilusão do futuro também será certamente. As emissoras de rádio do presente, não podem ser os datilografistas, os sapateiros, os barbeiros e os tocadores de vinil do passado. Temos que nos preparar para o futuro.

Pensando  em fazer o rádio do futuro, analiso sempre o que acontece no presente, para que saibamos lidar com o meio  e nos preparemos para o que está por vir; e que seja o sucesso!

Atualmente podemos classificar as pessoas que são do rádio ou sonham em ser, em 3 grupos distintos:

1 – O grupo dos estabilizados – São aqueles que mantém as emissoras de rádio com sucesso, porém prestam atenção só no presente e ficam sentados no confortável sofá do passado, comprando bons equipamentos, muitas vezes até importados, porém não investem no crescimento do “equipamento humano” que têm em mãos e não seguem a tendência das mudanças, que estão sendo muito rápidas. A própria digitalização do rádio no Brasil foi abortada, porquê certamente seria engolida pela internet e teria um investimento caríssimo, sendo inviável para muitos.

2 – O grupo dos viajantes - É formado por aqueles  que acham  que são do meio do rádio ou então são do meio, porém estão na função errada. Geralmente esse grupo dos viajantes, é formada por pessoas que fazem um curso e acham que já podem entrar nas maiores redes de rádio do Brasil, sem antes terem percorrido o caminho necessário para chegarem até lá. Também incluo neste meio, pessoas que conhecem o rádio, apenas como ouvintes e têm um “click” de que querem ter uma rádio. Não critico o sonho ou o desejo de ninguém, mas como diz a música: “..cada um no seu quadrado”. Não quero dizer que não possam fazer isso, porém tem que ser do início e a maioria quer começar no meio.

A maior parte desse grupo dos viajantes, busca o que eles acham ser a forma mais rápida de chegar a ser locutor ou “ter” uma rádio: eles montam uma rádio pirata ou se encostam em uma rádio comunitária para tentarem chegar lá. Infelizmente o resultado está aí para todos ouvirem, que são rádios  atrapalhando o dial e programação e direção de rádios comunitárias que beiram o “teatro dos horrores”.  Fazer um programa em uma emissora  é uma coisa e administrar uma rádio é outra completamente diferente. Ninguém começa a construir uma casa pelo teto.

3 – Grupo dos ”futuristas” -  São aqueles que sonham mas trabalham, são aqueles que têm noção das limitações, conhecem seu lugar, e buscam melhorar, são aqueles que têm total noção das dificuldades mas as tratam como se fossem mais fáceis do que se pensava.

No rádio, o grupo dos “futuristas”, investem 90% dos lucros e usufruem 10%, visualizam o futuro, mesmo que o trabalho do presente seja pesado; não viajam na maionese; estes pagam o preço.

Geralmente quem dirige uma pequena emissora de rádio, principalmente emissoras comunitárias,  além de trabalhar muito, se assemelham à aquelas direções de associações, onde 3 trabalham e o restante palpita e critica e querem comandar, porém sem atuar e sem imaginar que o mundo é real. Sem querer imitar o humorista que fala essa frase mas estes viajantes deveriam ouvir constantemente a palavra: HELOOOOOOOOOOOO.

As frases mais comuns faladas por aqueles que sonham em ser do rádio sem ter feito nada pra ser, são as seguintes: “Ah se eu dirigisse essa rádio, você ia ver”; ou então, “… um dia vou ter minha própria rádio”. Aqui eu deixo uma pergunta: o que estas pessoas fizeram para querer dirigir uma rádio? Mas sinto dizer que estas pessoas existem, e de baciada, torcendo para o crocodilo estraçalhar o Tarzan pra eles comandarem a selva; sinto dizer que estes sempre vão torcer pelo jacaré mas se um dia entrassem na selva, sairiam correndo no primeiro barulho estranho que ouvissem.

O “novo rádio” está cheio de inovações e surpresas diariamente, como o aparecimento de novos empreendedores, que se utilizam das tecnologias e grandes idéias para fazer este “novo rádio”.

A proliferação das rádios-webs está trazendo inovações e trabalhos maravilhosos. Talvez destes sairão os grandes “homens e mulheres do rádio” do futuro. É lógico que a peneirada tem que ser grande para acharmos os grandes trabalhos, porquê nem todos foram feitos para serem locutores e administradores ao mesmo tempo.

É o que buscamos na Super FM, com a busca de novas idéias, novos profissionais e gente que realmente seja do meio ou que tenham jeito para isso, além de novas tecnologias e a utilização das já existentes.

Em Sorocaba, fomos a primeira emissora de rádio a transmitir pela internet, os primeiros a atender o ouvinte pelo MSN, a primeira a se comunicar com os “twitteiros”, tendo um grande número de seguidores no Twitter atualmente, também somos a primeira emissora a transmitir seu som nos iphones através de aplicativos. Isto faz com que saiamos na frente pela busca do “rádio do futuro”, sabendo que no presente o sucesso é real para a Rádio Super, que não é gerida por grandes grupos empresariais nem por políticos, porém a gestão é formada por diretores, locutores, parceiros, patrocinadores e principalmente focado pelo que quer o ouvinte, pois fazemos uma rádio plural, sem segmentação excessiva e sem cópias de rádios que têm o mesmo formato de programação e de locução com uma padronização não inteligente, deixando os profissionais “iguais”, parecendo andróides, feitos em série; quem é que disse que o rádio tem que ser assim? Aqui na Super, buscamos uma produção “artesanal”, porém muito profissional, sem querer ser igual as outras, na locução, na montagens dos “breacks”, nas promoções e outras situações. Aqui o que importa é termos um padrão próprio e de qualidade. Por isso o sucesso de uma emissora de apenas 9 anos de idade, que é a Super, pois nos tornamos surdos à aqueles que aprenderam desde criança, que o rádio tem que ser daquela forma, tudo igualzinho; Aqui, a Super tem que ser igual a própria Super, ou seja, original.

Não temos a fórmula certa de fazer rádio, nem temos a mínima pretensão de sermos os donos da verdade, não temos os investimentos de grandes grupos, porém buscamos a cada dia, como sempre digo aos meus amigos e parceiros aqui na Super, aos quais sou muito grato, que estamos numa corrida, utilizando um carro popular, mas aparecemos sempre na primeira página da tabela de classificados do “Grande Prêmio”.

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